quarta-feira, julho 16, 2008

Risos para Slipknot... Risos!!!


















Que viagem!!! Senhores e senhoras, fico realmente perplexo diante de tanta valorização de idiotices tamanhas como esta banda aqui exemplificada... Aqui não são as palavras de um mero crítico, mas de ouvinte e ex-músico de Rock - modalidade que defendo de unhas e dentes -, mas convém perguntar: Que merda espalhafatosa é esta?! Que porcaria sem tamanho de som e letras é isto que se produz hoje em dia? Essas máscaras, neste caso, é para rir ou para ter medo? Ou seria tão-somente marketing barato? Acho que entendo minhas divagações, são por que não tive a sacação de afrontar essa idiotia da decadence atual antes que isso se espalhasse como se espalha o vômito pelo chão, inundando-o com seu odor fétido. Horrível!!!

terça-feira, julho 15, 2008

Poemizando o Caos



















Um sopro em meio a um vendaval...
Um fosso e o abissal...
O tosco diante do puro cristal...
Eis a solícita mordaça que apinha meu quintal!
Eis a estúpida desgraça que provoca estupor!

Nas entranhas do mais profundo,
Na harmonia do paradoxal
Meti-me sem compreender...
Após, houve um estampido colossal...
E acordei-me do sono, estupefato.

Entrei, atônito, no quarto.
Injúrias insanas contra mim...
Estultícias cometidas sem fim.
A pena à mão trêmula,
As letras espalhadas ao papel...
As palavras dependuradas semelhantes ao cordel...

O desassombro tomou conta de mim...
O pequeno que outrora se afogava ao oceano
Inverte a conjuntura abstrusa...
Tal fósmea profunda volatilizou!

O abismo vem a mim nestas horas
Esperando que eu me precipite
Que, de olhos fechados, eu me incline ao seu palpite...
Mas me pergunto, enfim, se poemizar não é andar de mãos dadas ao abismo...
E ponho-me a voar...
Voando ganho asas
E de olhos cerrados enxergo, já, frases inteiras...
O caos ganha forma...
A maiêutica de um poema tem uma norma inolvidável,
Abstendo-se de normas poemiza-se mais...
O exato irrompe, majestoso, se entrego-me ao poema...
Sem cena, sem medo...
E o movimento toma a pena.
A cada segundo que passa...
A cada pétala que cai...
Organiza-se o indizível,
O parto se aproxima,
Está próximo, o filho das entranhas...

Mais filho, pois da alma...
Mais forte, pois torna-se só.
Nasce, então, o filho da insânia!
E eu me regozijo chamando-o pelo nome:
Poema...
Poema...
Poema...
E isto ecoa pelos ares,
Visita os vales mais profundos...
Abarca todos os extremos.
Vai ao infinito
E eterniza um mundo.

quarta-feira, julho 09, 2008

Brinde de Chiclete...


Nossa! Que mundo é esse que ganhamos? Parece-me como brinde de chiclete...
Aquele que desembrulhamos, mascamos e jogamos fora na sarjeta, como Baleiro nos mostra... Eita, que mundo cão!

Mundo Cão
(Zeca Baleiro e Sérgio Natureza)

Ouço seu latido
Mundo pequinês
Mundo comprimido
Um midas por mês

Neste grande imenso pet shop
A cultura é um sabão
Artigo de fim de estoque
Aproveite a ocasião
Mundo mundo mundo cão
Mundo mundo cão

Minha Cultura defendo com dentes e pata
Não tem mal da raça que encara esse vira lata
Minha raiva não passa ganhei pedigree da raça
Não vendo a minha arma nem de graça
Qualé a minha graça
Da meu sangue e respeito, batida feroz, que casa
A rima a peito toda palavra que mi leva ao além
E como ninguém defendo meu acém

Ser verdadeiro nesse mundo é difícil
Eu acho que são os ossos do ofício

segunda-feira, julho 07, 2008

Fome















Sinto fome da fome que nos falta...
Da falta da fome que não mata...
Aquela que trata a vida como mata...
Como folhas e frutos que aliviam a falta...

Sinto fome daquela que mata...
Os grandes enfermos que vivem de morte...
Daqueles que em nada podem se proteger...
E pouco sabem o que podem fazer...

Sinto a fome nada passageira...
Que lenta se esgueira para matar...
Os famintos da fome que mata...
Que destrói a pouca vida ingrata...

Mato a fome da morte dos culpados...
Alimentando-me do poema por ora publicado...
Sentindo o cheiro asqueroso do sangue que escorre
Da face dos grandes desgraçados!

Malditos sejam os que da morte alheia beneficiam a si...
Malditos, os que capitalizam o sofrer alheio...
Que a foice da morte os acompanhem em suas reles vidas...
Que a vida de morte seja a morte de suas vidas!

terça-feira, julho 12, 2005

Um Deus



Quem move a pena é o dono das palavras?
É o dono das idéias?
Ou... não será dono de nada?
Nem de si mesmo...
De sua mente...
Imaginação...
Imagens oníricas o controlam?

Quando as pesadas portas se abrem...
O inconsciente emerge...
Eis o "super-realismo"... Surrealismo!
Eis a arte em todo ser humano!
Eis o artista escondido!

E o dono, quem será?
Quem controla?
Quem, afinal de contas, faz?

...a pena se move sozinha...
...o pincel se move incônscio...
...a tela, o papel, têm vida própria...

O momento eterno:
O tudo e o nada se fundem...
O passado, presente e futuro, uma coisa só são!

O "eu" inexiste...
...o "eu" inexiste...
...o "eu" inexiste...

segunda-feira, maio 23, 2005

O jardim.

Esse poema é dedicado a uma amiga gótica que tenho, a Lara.

Rosas negras...
Meu escuro jardim.
Banhado apenas pelo luar...
Entrecortado por densas nuvens.

A Natureza anuncia
O desabrochar do mais belo horrendo.
Em cada pétala, uma triste verdade...
A cada pétala que cai ao chão, uma dor...

Lancinante...
A alma não é o limite...
A alma não é o ponto máximo...
O limite é intangível!

Vejo algumas pétalas sendo conduzidas pelo vento...
Outras, recobrem o solo...
A escuridade já não é exótica...
É part... É o todo!

Pessoas curiosas se questionam sobre meu lindo jardim...
Elas passam... param... baixam a cabeça...
Retornam...
Tentam me perguntar... Não conseguem.

São meus olhos...
Eles mostram, falam...
Respondem perguntas ainda não elaboradas...
Prevê... Quebra e desarma...

Assim é o meu jardim.
Até quando esse brilho fosco?
Por quanto tempo mais sangrarei?
Chorarei...

segunda-feira, abril 18, 2005

A floresta... o Luar...

Poema meu, pessoal... Vejam: "A floresta... O Luar..."


Aqui, entre os gritos mudos...
O vento sopra e as folhas cantam...
O luar, entre nuvens, rompe a solidão.

Aqui é o momento da regeneração.
Da metamorfose do meu pensar!
Onde os acordes levam meu pesar...

Tão dissonantes quanto minha dor...
Irreversível necessidade de aqui estar.
De lutar sem saber.

São os monstros inimagináveis...
...as dores inexprimíveis.
O aconchego solitário sob as carícias da escuridão.

Sinto-me arrepiado...
É o vento gélido dessa noite.
A angústia que comprime meu peito...

quinta-feira, abril 14, 2005

Gostei muito... Será q vocês vão gostar?

PROVÉRBIOS DO INFERNO – Willian Blake

No tempo de semeadura, aprende; na colheita, ensina; no inverno, desfruta.
Conduz teu carro e teu arado sobre a ossada dos mortos.
O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria.
A Prudência é uma rica, feia e velha donzela cortejada pela Impotência.
Aquele que deseja e não age engendra a peste.
O verme perdoa o arado que o corta.
Imerge no rio aquele que a água ama.
O tolo não vê a mesma árvore que o sábio vê.
Aquele cuja face não fulgura jamais será uma estrela.
A Eternidade anda enamorada dos frutos do tempo.
À laboriosa abelha não sobra tempo para tristezas.
As horas de insensatez, mede-as o relógio; as de sabedoria, porém, não há relógio que as meça.
Todo alimento sadio se colhe sem rede e sem laço.
Toma número, peso & medida em ano de míngua.
Ave alguma se eleva a grande altura, se se eleva com suas próprias alas.
Um cadáver não revida agravos.
O ato mais alto é até outro elevar-te.
Se persistisse em sua tolice, o tolo sábio se tornaria.
A tolice é o manto da malandrice.
O manto do orgulho, a vergonha.
Prisões se constroem com pedras da Lei; Bordéis, com tijolos da Religião.
A vanglória do pavão é a glória de Deus.
O cabritismo do bode é a bondade de Deus.
A fúria do leão é a sabedoria de Deus.
A nudez da mulher é a obra de Deus.
Excesso de pranto ri. Excesso de riso chora.
O rugir de leões, o uivar de lobos, o furor do mar em procela e a espada destruidora são fragmentos de eternidade, demasiado grandes para o olho humano.
A raposa culpa o ardil, não a si mesma.
Júbilo fecunda. Tristeza engendra.
Vista o homem a pele do leão, a mulher, o velo da ovelha.
O pássaro um ninho, a aranha uma teia, o homem amizade.
O tolo, egoísta e risonho, & o tolo, sisudo e tristonho, serão ambos julgados sábios, para que sejam exemplo.
O que agora se prova outrora foi imaginário.
O rato, o camundongo, a raposa e o coelho espreitam as raízes; o leão, o tigre, o cavalo e o elefante espreitam os frutos.
A cisterna contém: a fonte transborda.
Uma só idéia impregna a imensidão.
Dize sempre o que pensas e o vil te evitará.
Tudo em que se pode crer é imagem da verdade.
Jamais uma águia perdeu tanto tempo como quando se dispôs a aprender com a gralha.
A raposa provê a si mesma, mas Deus provê ao leão.
De manhã, pensa, Ao meio-dia, age. Ao entardecer, come. De noite, dorme.
Quem consentiu que dele te aproveitasses, este te conhece.
Assim como o arado segue as palavras, Deus recompensa as preces.
Os tigres da ira são mais sábios que os cavalos da instrução.
Da água estagnada espera veneno.
Jamais saberás o que é suficiente, se não souberes o que é mais que suficiente.
Ouve a crítica do tolo! É um direito régio!
Os olhos de fogo, as narinas de ar, a boca de água, a barba de terra.
O fraco em coragem é forte em astúcia.
A macieira jamais pergunta à faia como crescer; nem o leão ao cavalo como apanhar sua presa.
Quem reconhecido recebe, abundante colheita obtém.
Se outros não fossem tolos, seríamos nós.
A alma de doce deleite jamais será maculada.
Quando vês uma Águia, vês uma parcela do Gênio; ergue a cabeça!
Assim como a lagarta escolhe as mais belas folhas para pôr seus ovos, o sacerdote lança sua maldição sobre as alegrias mais belas.
Criar uma pequena flor é labor de séculos.
Maldição tensiona: Benção relaxa.
O melhor vinho é o mais velho, a melhor água, a mais nova.
Orações não aram! Louvores não colhem!
Júbilos não riem! Tristezas não choram!
A cabeça, Sublime; o coração, Paixão; os genitais, Beleza; mãos e pés, Proporção.
Como o ar para o pássaro, ou o mar para o peixe, assim o desprezo para o desprezível.
O corvo queria tudo negro; tudo branco, a coruja.
Exuberância é Beleza.
Se seguisse os conselhos da raposa, o leão seria astuto.
O Progresso constrói caminhos retos; mas caminhos tortuosos sem Progresso são caminhos de Gênio.
Melhor matar um bebê em seu berço que acalentar desejos irrealizáveis.
Onde ausente o homem, estéril a natureza.
A verdade jamais será dita de modo compreensível, sem que nela se creia.
Suficiente! ou Demasiado.

quarta-feira, abril 06, 2005

O nome dessa música é Piercing e é de composição de Zeca Baleiro...
Prestem atenção nessa letra e comparem com o sistema em que vivemos.

Tire o seu piercing do caminho
que eu quero passar com a minha dor!

Pra elevar minhas idéias não preciso de incenso
eu existo porque penso, tenso, por isso insisto.
São sete as chagas de Cristo,
são muitos os meus pecados...
Satanás condecorado, na tv tem um programa.
Nunca mais a velha chama,
nunca mais o céu do lado...
Disneylândia, Eldorado.
Vamos nós dançar na lama.
Bye bye, adeus Gene Kelly...
Como santo me revele, como sinto, como passo.
Carne viva atrás da pele, aqui vive-se à mingua...
Não tenho papas na língua,
não trago padres na alma,
minha pátria é minha íngua,
me conheço como a palma da platéia calorosa.
Eu vi o calo na rosa, eu vi a ferida aberta,
eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar!
Mas a minha mente boquiaberta
precisa mesmo deserta, aprender a soletrar.
Não me diga que me ama,
não me queira, não me afague,
sentimento pegue e pague, emoção compre em tablete,
mastigue como chiclete, jogue fora na sarjeta.
"Compre um lote do futuro. Cheque para trinta dias..."
"Nosso plano de seguro cobre a sua carência."
Eu perdi o paraíso, mas ganhei inteligência,
demência, felicidade, propriedade privada.

Não se prive, não se prove,
dont't tell me peace and love.
Tome logo um engov pra curar sua ressaca
da modernidade. Essa armadilha,
matilha de cães raivosos e assustados.
O presente não devolve o troco do passado.
Sofrimento não é amargura.
Tristeza não é pecado - lugar de ser feliz não é supermercado!

O inferno é escuro, não tem água encanada,
não tem porta, não tem muro,
não tem porteiro na entrada.
E o céu será divino, confortável condomínio
com anjos cantando "hosanas nas alturas, nas alturas".
Onde tudo é nobre e tudo tem nome,
Onde os cães só latem
pra enxotar a fome.
Todo mundo quer subir na vida.
Se subir ladeira, espere a descida!
Se na hora "h" o elevador parar,
no vigésimo quinto andar der aquele enguiço,
sempre vai haver uma escada de serviço.
Todo mundo sabe tudo, todo mundo fala,
mas a língua do mudo ninguém quer estudá-la.
Quem não quer suar camisa, não carrega mala.
Revólver que ninguém usa, não dispara bala.
Casa grande faz fuxico,
quem leva fama é a senzala.

Pra chegar na minha cama
tem que passar pela sala.
Quem não sabe dá bandeira,
quem sabe que sabia cala.
Liga aí, porta-bandeira não é mestre-sala...
e não se fala mais nisso, mas nisso não se fala.