sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Uma nova ideologia!

Outro dia estava conversando com um brother no MSN e o nick dele era: "Pessoas grandes falam de coisas grandes, pessoas médias falam de coisas pequenas, e pessoas pequenas falam de pessoas." Diante dessa frase me vi questionado pela minha própria consciência a respeito de minha vida... Não sou uma pessoa popular na cidade onde vivo, mas não sou um escondido, não vivo na minha caverna e isolado... A questão é que soube de pessoas que fala de minha vida como se deles fosse, e levantam questões de nível moral sobre mim. Nessa seqüência de pensamento, percebi como tudo que tento fazer e conversar com as pessoas, tudo q tento mostrar sobre a realidade do Ser Humano é quase q em vão... Mas aí faço como Cazuza, em "Blues da Piedade":
"Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas"

quarta-feira, janeiro 26, 2005

A solidão

É incrível como estar só independe de ter ou não pessoas ao seu redor...
Estou só agora...
Preciso deste momento, sou mais sincero comigo, sou mais real...
Isso não é dor, é reflexão, é se entender.
É o caos e a serenidade, é o belo e o horrendo convivendo juntos...
Indissociáveis, indivisíveis.
É ser fútil, mesquinho, deplorável, subterrâneo...
E ainda ser motivo de louvor!
Essa é a solidão...
A minha solidão.

domingo, janeiro 23, 2005

Minha Força

O sol continua a arder.
Sem tréguas...
Gosto dessa força!

Claro, podem até entendê-la como uma forca...
Entretanto, a mim não foi dado esse entender.
Gosto dessa força porque é a força dos meus!

É a força que luta noite e dia, sem tréguas...
Corre sim, nas veias, a força Nordestina.
A luta da vida pela vida...

Ali encontramos as marcas que traduzem todo o País...
Ali é projetada a dor e as vitórias...
A luta da vida pela vida...

Só não compreendo a humana desumanidade...
E não e me refiro à desumanidade humana!
Corre em mim, não só a força Nordestina...
Agora, correm lágrimas...
Lágrimas de desalento, frustração...

Ó, meu Deus! Esse Brasil Nordestino ensina tanto!
Ah, meu Deus! E o outro Brasil aprende tão pouco...
E a humana desumanidade desumaniza os seres humanos...
Escraviza, aliena, faz muitos arrastarem-se em seus próprios vômitos...
Transformam-lhes em cães, moldam-lhes espíritos caninos...
E almas de vermes...

Mas meu povo continua a caminhada...
Reza, chora, dança, canta...
Meu Nordeste é maior que meu Brasil!
Minha Nordestinidade!

Minha força está no coração...
Está nos olhos cansados, mas não derrotados...
Está no baião e no arrasta pé!
Está nos oasis de cada Sertão!

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Dia de poema...

Esse poema é meu e se chama As Letras das Palavras.


Enquanto as palavras vão traduzindo meus sentimentos,
Meu coração vai-se esvaziando da solidão...
Do temor e desesperança.

A alma marcada, ferida, e opressa,
Mostra o real sentimento humano:
a amargura que acompanha até as mais nobres pessoas...
O mal que se manifesta, lê-se através dos olhares.

Ah, esses olhares da modernidade! E da pós-modernidade!
Tão vazios e tristes!
Quão longe e perdidos os pensamentos...
Perdido nos pensamentos... Divaga.

É um sonhar acordado.
Um fugir de um desesperado... Desesperançado.

Há um oceano aqui...
Está afogando, matando tudo o que é.
Tudo que será já não existe... Já foi.

E a mistura das palavras...
Estou perdido.
São tantos os sentimentos/pensamentos!
Estou confuso.
São tantas lágrimas lançadas ao solo... Solidão.

As nuvens escuras parecem me entender.
Vão se movendo, se arrastando, indo ao nada.
Carregadas, e seguindo... Seguindo.

É o mal que se manifesta...
E esconde o céu azul, límpido...
É o mal que me ensina, me ajuda.
Conheço-me mais. Sei mais de mim.

É duro saber as verdades próprias...
As mentiras próprias são bençãos divinas... A ignorância de si.

Deixei de escrever porquês...
Nunca acabam mesmo.
Nunca dizem ou respondem...
Os porquês hibernam.
Estão lá, mas não estão...

Interferem, mas não são.
Fazem outrem deixar de ser.
Fazem-me deixar de sentir.
Sentir? Bem... é... Talvez.

Talvez. Senhor do porquê.
Relativismo constante.
Instantes intranquilos, indecisos.
Importantes, decisivos.

Eu, você. Tudo aquilo...
Tudo isso, tudo o mais... Palavras.
É, às vezes penso que você e eu não somos um.
Às vezes vem-me à mente alguma distinção...
É tênue a diferença...
E há?! Sei lá! Já não sei muita coisa.
Sei pouco e prefiro me calar...

E ouvir as letras do papel gritando um eufórico
e dissonante rugido de solidão...
Rindo-se, divertidas da vida que as dei...
Da minha vida que as dei!
Do meu sangue que escorre por entre o simbolismo que possuem.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

"Perfeição" (Legião Urbana)

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas,
As crianças mortas,
Celebrar nossa desunião.
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
A lágrima é verdadeira

Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nosso solidão
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer da nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso
- Com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção
Venha, meu coração esta com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha, que o que vem é perfeição.

*O negrito é meu.

terça-feira, janeiro 04, 2005

O Extremo Me Fez Chorar

Outro dia tive o (des)prazer de assistir na TV Escola um vídeo sobre a Zâmbia, África. Ele retratou a miséria e a desgraça de um povo marginalizado pelo mundo (capitalista,é bom q se diga), em estado de "subvivência", e para enriquecer o cenário, trouxe também a miséria e a desgraça de seres humanos q deveriam ser classificados como vírus, sugadores, que crescem com a desgraça alheia. Entre esses, o maior de todos os cânceres da História, os Estados Unidos da América e suas políticas de "ajuda" aos zambienses, q sempre leva lucro ao bolso de empresas americanas... O q me fez chorar? Ver nesse pobre povo explorado, alguns q desejam ser como os norte americanos. E mais ainda, enxergar na ignorância deles o mesmo erro q o meu povo comete, o erro da alienação, de ignorar o conhecimento q liberta e q transforma o sistema, ver o qnt sou incapaz de abrir olhos q foram cegos pela ganância de alguns poucos q dominam...

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Até Quando?

Esta letra de uma música de Gabriel O Pensador tem muito a ver com o intuito deste blog! Divirtam-se:

Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer

Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer

Até quando você vai ficar usando rédia
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédia
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco

A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você

Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem q'eu seja educado, q'eu ande arrumado q'eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá

Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar

Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doeça sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Até quando você vai levando porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?

terça-feira, dezembro 28, 2004

É pra pensar e pra agir!

Estou, com este, fazendo meu primeiro comentário... E tudo o q qro é q esse blog sirva para o agir de cada um q lê-lo. Este espaço servirá para eu pôr p'ra fora toda a angústia e a ira de qm está indignado com o sistema q mata e tem devorado os meus...

Contador de visitas gratuito - WebPost Contador!