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terça-feira, dezembro 30, 2008

Humanidade

O que procuramos?
Que há entre as torturas do dia-a-dia, que nos atrai?
Nos trai e nos motiva...
Antes, havia uma sala num canto do castelo...
Evoluímos, criamos as mesmas em cadeias...
Hoje, há uma exatamente na tua sala de estar...
Que representa a sala de torturas.
O que há de tão atraente nesse caos insignificante?
Porque, essa crise de percepção?
Não dá para entender que há muito mais morte na TV?
Não compreendemos que estamos nos solapando o direito de viver?
Há diferenças entre o antes e o hoje?
Dizem a mim, os defensores da Igreja, que na Inquisição
Predominava uma arcaísmo de concepções...
E hoje, o que há?


Estamos deglutindo, dia após dia,
Um sadomasoquismo sem igual...
E, me parece, poucos desejam regurgitá-lo!
Caminhamos, a passos largos, para o abismo!
Como disse um poeta, "lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são".
Forçarei, aqui, o teu ver:
A condição de vida humana atual é, sem dúvidas, insana.
"Mas por que afirmas isto?" - perguntariam a mim.
Ora, permanecemos na frente da TV nos anestesiando contra coisas como esta aí de baixo...


Será que há muita diferença entre estes humanos em situação extrema
E os humanos que eram torturados na Idade Média?
Será que se trata de evolução do conhecimento...?
Ou seria algo mais para o autoconhecimento?
... sérias dúvidas emanam de mim...
São dívidas vívidas...
Fugidias...
Perfídia.


segunda-feira, novembro 03, 2008

A Arte pela Arte sobressaiu!

O Teatro Mágico
Novidades sem fim têm chegado a mim. Conheci uma linda garota que me surpreendeu. Ela me apresentou um grupo musical chamado O Teatro Mágico (clique aqui para baixar). Aconselho que aqueles que ainda não o conhece e que aprecia boa música que trata a arte como sublimidade do espírito humano, conheça. Vai uma mostra da capacidade poética desta turma!
Criador
Antes que o tempo,
a Clave de Fá, Dó, Si, Lá, Sóis
Antes da noite, uma tarde
Pra cada um de nós
Antes do barco, a chuva
Antes da roda, o frio
Antes do vinho, a uva
E a fruta que não caiu
Antes do homem, o medo
Antes do medo, amor
Antes do amor, a dúvida
Pois nem Deus sabe quem me criou
Fez Madalena e os campos
O vento pra nos soprar
Disse na língua dos anjos
Sentido de ser estar
Fez dessa Terra um cenário
Pras peças que nos pregaram
Fez bico de pena em diário
Pra escrevermos a regra exceção
Criou o perdão e o pecado
Criou a dor e o prazer
Criamos o certo e o errado
E o orgulho pra nos esconder
Daquilo que somos nós...
Aquilo que fomos,
aquilo que somos nós
E tudo que eu criar pra mim
Vai me abraçar de novo na semana que vem
E tudo que eu criar pra mim
Vai me abraçar de novo na semana que vem
Na semana que vem
Antes que o tempo, a clave
Sustenidos e bemóis
Antes do inteiro, a metade
Uma outra parte de nós
Antes do vôo, o tombo luta pra não chorar
Antes tarde do que nunca, pra nunca mais demorar
Pra dilatarmos a alma temos que nos desfazer
Para nos tornarmos imortais, a gente tem que aprender a morrer
Com aquilo que somos nós...
E tudo que eu criar pra mim
Vai me abraçar de novo na semana que vem
E tudo que eu criar pra mim
Vai me abraçar de novo na semana que vem
Na semana que vem
Antes que o tempo acabe...

segunda-feira, agosto 04, 2008

A Cura

Textos, pretextos, fora de contexto...
Incute em mentes, tamanha covardia...
A cria da cobra, a agonia...
O disparate sempre insano de uma mente vazia...
Que autentica o palco falso, palanque alto...
A vida medida a passos largos
E ensopados de gordura, enfeiados
Insalubridade incurável
Insanidade indomável
A dor elevada a extremos indecifráveis
A idiotia de um tempo em que se nega a liberdade
O cancêr da concepção e pensamentos tacanhos
Que se acorrenta a si próprio divertindo-se do mal
O tem-se tudo quando nada pode ter
O chiclete do trôco de supermercado
Mascado e que ninguém, em sã consciência, pode mais querer...
É insânia auto-infligida
Como a idiopatia de existência sem precedente
E que se espalha inundando todo o corpo de afecções sem limite...
De infecções e dermatite
Apodrecendo cada órgão e fazendo-os cair
Reduzindo-os a fétido odor,
Que exala o cheiro pútrido das mentiras proferidas a altos gritos de sobre um palco...
De microfone na mão e uma crença vacilante no coração...
Que sua gravata, de forca jamais irá servir...
Mas quero deixar claro que conheço,
Através da História pouco contada
Que a insânia pode ser superada
E as gravatas serão amarradas em árvores fortes
Uma a uma, sem esquecer um único membro da escória bastarda
Pendurá-los-emos pelas gargantas asfixiadas...
O sangue escorrendo das mãos arrancadas e olhos perfurados...
Verei, regozijado, a turba pululando
Ao redor dos corpos podres que se esfacelam levando embora a mentira
E a doença que outrora corroía...
É só assim que a saúde pode voltar a existir...
A superação de um povo sobre o domínio de si