quinta-feira, agosto 21, 2008

Simples


Atitudes tão simples...
Gestos casuais...
Sorriso espontâneo...
Lapso verdadeiro...
E o semblante se alegra...
Faz com que seja real...
Faz-me sentir diante da pureza colossal...
São os gestos importantes...
São as faces imponentes...
De atos tão delicados...
Que me fazem questionar...
Os meus próprios atos...
Que me impõem um tenso olhar...
Da vida sem sentido...
Do tiro à queima-roupa de um suicídio imoral...
Do deixe-o-tempo-resolver...
A frágil construção de uma persona insalubre...
A máscara que cai, diante da beleza irradiante...
Da beleza estonteante em sua simples verdade...
E destensiona a pressão incalculável...
Uma vida auto imposta que outrora era morte...
Mas se contemplo tal simplicidade...
Motivo-me à sanidade...
Da criança que nos ensina...
E que do adulto se aproxima...
Sem palavras, sem verdades...
Só de atitude se faz vontade...
Mas a simples atitude...
Que leva a felicidade...
Que leva à felicidade...

2 comentários:

Gênesson Honorato disse...

As percepções infantis são icognosciveis. E por assim ser, jamais saberemos o que significa a verdade.
Gênesson Honorato

Piegas disse...

Aquela criança guardada e conservada dentro de nós, com todos os sonhos do mundo, simples mais não infantil... Muito bom esse poema meu caro João.